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Porque devemos sim, falar não!
Se tem uma coisa que me tira do sério é falta de educação!
Tá, eu e a torcida do flamengo, você deve estar pensando... Mas é que no meu caso, a falta de educação de outrem é seguida (sempre) por uma intromissão de alguém (neste caso, minha).
Realmente não consigo presenciar os mal-educados em ação e não fazer nada. Sou aquela pessoa (chata) que chama a atenção de quem está sentado nos bancos preferenciais de ônibus e não se levanta diante de um idoso. Sou a pessoa (chata) que irá reclamar ao gerente se for mal atendida e que vai chamar a atenção se algum desavisado furar a fila.
Eu até tento não me envolver, deixar pra lá, mas não consigo... ok mentira, eu não tento não.
Só pra ilustrar o meu grau de intromissão: uma noite, saímos para jantar com um pessoal do trabalho do meu marido. Lá pelas tantas a mulher que estava sentada ao meu lado chamou a atenção de seu filho, que deveria ter uns 7 anos, por alguma coisa que não me lembro. O pirra, sem titubear, vira para a mãe e diz: "Vaca!"
E eu, na mesma hora disse: " Não fale assim com a sua mãe!". Resultado: a mulher ficou brava comigo porque chamei a atenção do filho dela.
Engraçado como a mal criação de uma criança é aceita como sendo algo normal, da idade, e um adulto chamando a atenção, corrigindo, é algo errado. Os papéis estão invertidos, não estão não?
E acho engraçado também quando vejo alguém se derretendo diante de atitudes educadas da Isabela. Se ela é educada é porque nos dedicamos, e muito, para que ela se tornasse assim. Porque ninguém nasce sabendo. Isabela não nasceu e nem se tornou educada do nada, nem tão pouco da noite para o dia... Teve e ainda tem muito amor, suor, lágrimas, mas acima de tudo, tem muito NÃO!
E o não, colega, tem que ser consistente, re-pe-ti-ti-vo, sem medo de falar.
Furou a fila? Não
Não pediu licença? Não
Não agradeceu a algo que ganhou? Não
Subiu onde não deve? Não
Não pediu por favor? Não
Empurrou o coleguinha? Não
Não cumprimentou a empregada? Não
Interrompeu alguém conversando? Não
Se jogou no chão? Não
Fez birra? Não
E além de todo o não que temos que falar, tem também o exemplo. Porque não vai adiantar você falar que não se deve mentir, mas quando alguém telefona para a sua casa você pede para seu filho dizer que você não está. Ou então, ao levar seu filho ao cinema, você pede à ele, mesmo que de forma educada, que diga que tem determinada idade para não pagar a entrada...
Ninguém falou que seria fácil, né não?
Se falou, estava mentindo. Ô se tava!!!
Tá, eu e a torcida do flamengo, você deve estar pensando... Mas é que no meu caso, a falta de educação de outrem é seguida (sempre) por uma intromissão de alguém (neste caso, minha).
Realmente não consigo presenciar os mal-educados em ação e não fazer nada. Sou aquela pessoa (chata) que chama a atenção de quem está sentado nos bancos preferenciais de ônibus e não se levanta diante de um idoso. Sou a pessoa (chata) que irá reclamar ao gerente se for mal atendida e que vai chamar a atenção se algum desavisado furar a fila.
Eu até tento não me envolver, deixar pra lá, mas não consigo... ok mentira, eu não tento não.
Só pra ilustrar o meu grau de intromissão: uma noite, saímos para jantar com um pessoal do trabalho do meu marido. Lá pelas tantas a mulher que estava sentada ao meu lado chamou a atenção de seu filho, que deveria ter uns 7 anos, por alguma coisa que não me lembro. O pirra, sem titubear, vira para a mãe e diz: "Vaca!"
E eu, na mesma hora disse: " Não fale assim com a sua mãe!". Resultado: a mulher ficou brava comigo porque chamei a atenção do filho dela.
Engraçado como a mal criação de uma criança é aceita como sendo algo normal, da idade, e um adulto chamando a atenção, corrigindo, é algo errado. Os papéis estão invertidos, não estão não?
E acho engraçado também quando vejo alguém se derretendo diante de atitudes educadas da Isabela. Se ela é educada é porque nos dedicamos, e muito, para que ela se tornasse assim. Porque ninguém nasce sabendo. Isabela não nasceu e nem se tornou educada do nada, nem tão pouco da noite para o dia... Teve e ainda tem muito amor, suor, lágrimas, mas acima de tudo, tem muito NÃO!
E o não, colega, tem que ser consistente, re-pe-ti-ti-vo, sem medo de falar.
Furou a fila? Não
Não pediu licença? Não
Não agradeceu a algo que ganhou? Não
Subiu onde não deve? Não
Não pediu por favor? Não
Empurrou o coleguinha? Não
Não cumprimentou a empregada? Não
Interrompeu alguém conversando? Não
Se jogou no chão? Não
Fez birra? Não
E além de todo o não que temos que falar, tem também o exemplo. Porque não vai adiantar você falar que não se deve mentir, mas quando alguém telefona para a sua casa você pede para seu filho dizer que você não está. Ou então, ao levar seu filho ao cinema, você pede à ele, mesmo que de forma educada, que diga que tem determinada idade para não pagar a entrada...
Ninguém falou que seria fácil, né não?
Se falou, estava mentindo. Ô se tava!!!
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Bebê bilingue
Preciso identificar que lingua estrangeira é essa que meu filho Davi fala!
Eu achei que fosse russo, mas prestando mais atenção, tá mais pra árabe, né não?
O que você acha?
Eu achei que fosse russo, mas prestando mais atenção, tá mais pra árabe, né não?
O que você acha?
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Educando pais
Faz algum tempo que não escrevo sobre meus devaneios de mãe... E pra ser sincera, está até difícil começara escrever esse post.
Mas vamos lá!
Eu e meu marido começamos a fazer um curso sobre criação de filhos, mas que pra mim tem sido um curso sobre criação de pais. Ok, ok... Isso pode soar estranho pra você, afinal, paternidade se aprende errando, acertando, vivendo. Mas o fato é que a paternidade é um desafio e tanto! Nossos filhos tem necessidade, e elas vão se tornando mais complexas a cada dia que passa. E como pais, queremos suprir essas necessidades (de preferência da forma correta e sem criar traumas!).
Quem nunca ficou sem ação diante de uma atitude ou algo que seu filho disse? Quem nunca teve dúvidas de como agir diante de alguma situação que envolva nossos filhos?
Mas vamos lá!
Eu e meu marido começamos a fazer um curso sobre criação de filhos, mas que pra mim tem sido um curso sobre criação de pais. Ok, ok... Isso pode soar estranho pra você, afinal, paternidade se aprende errando, acertando, vivendo. Mas o fato é que a paternidade é um desafio e tanto! Nossos filhos tem necessidade, e elas vão se tornando mais complexas a cada dia que passa. E como pais, queremos suprir essas necessidades (de preferência da forma correta e sem criar traumas!).
Quem nunca ficou sem ação diante de uma atitude ou algo que seu filho disse? Quem nunca teve dúvidas de como agir diante de alguma situação que envolva nossos filhos?
Quando a gente se expõe a informações sobre o universo de nossos filhos, sobre sua consciência, sobre obediência, sobre disciplina, sobre princípios morais, estamos, ao mesmo tempo, expondo quem somos como pais. Afinal, a responsabilidade da educação é nossa.
E nesse processo de aprendizado pais e filhos, nos deparamos com os nossos acertos e com nossos erros (e é aí que a coisa pega!).
Essa semana foi especialmente complicada para mim. Durante o curso, estávamos conversando sobre interferir ou não em alguns processos de aprendizado de nossos filhos.
E nesse processo de aprendizado pais e filhos, nos deparamos com os nossos acertos e com nossos erros (e é aí que a coisa pega!).
Essa semana foi especialmente complicada para mim. Durante o curso, estávamos conversando sobre interferir ou não em alguns processos de aprendizado de nossos filhos.
Já faz algum tempo, percebi que minha tendência é não interferir. Por causa da idade da minha filha (4 anos), gosto de observar como Isabela reage às situações, às pessoas. Uma vez uma pessoa me falou que sou uma mãe águia, não mãe coruja. Confesso que fiquei feliz com o comentário. E até aí tudo bem.
Mas no decorrer da conversa, começamos a falar sobre os momentos em que devemos sim, como pais, interferir.
E foi aqui que a coisa pegou para o meu lado. Imediatamente lembrei de algumas situações que vivenciamos aqui em casa, e uma em especial me abalou. E muito. Foi difícil segurar a vontade de chorar. Passei o resto da noite com um nó enorme na garganta.
Lembrei de um dia em que a Isa estava aqui em casa com uma criança que ela convivia diariamente (acho melhor não detalhar para não expor) e fui até a cozinha para pegar suco para os dois. Quando voltei, entreguei para cada um deles um copo e me sentei junto para assistir um desenho. De repente, o menino levantou e quis tomar o copo da Isa. Diante da recusa dela, ele deu um soco na cara dela. Não satisfeito, ele a derrubou e deu um chute.
Isso tudo na minha frente! Claro que eu agi. Peguei-a no colo e virei para ele e disse que não devia fazer aquilo, que era errado bater nos outros e falei para ele pedir perdão. Nesse momento, chega a mãe dele e pergunta o que aconteceu. Contei para ela o que ele tinha feito e por que.
Então a mãe vira para ele e diz: meu amor, vamos para casa. E leva o filho pelas mãos.
Vendo a criança ir embora, Isa vira para mim chorando e diz: “não mamãe, não quero que ele vá embora. Deixa ele ficar! Eu prometo que nunca mais vou chorar quando ele me bater!”
É difícil escrever sobre isso. Mas ouvir da boca da sua filha de 2 anos que ela preferia apanhar de alguém (nesse caso alguém que ela amava muito), e sofrer quieta a ficar sem brincar com ele, me matou!
Na hora eu percebi que aquela atitude dela não era devido a uma situação pontual, afinal ela apanhava dele desde os 8 meses. (e quando lembro disso tenho vontade de ME esganar). Mas o fato é que, mesmo eu chamando a atenção da criança sempre que ela fazia isso, eu permiti que minha filha passasse por isso repetidamente. Sem perceber, EU permiti. E naquele momento, com apenas 2 anos, ela aceitava aquela violência. E o pior, ela estava achando que estava sendo punida por chorar quando apanhava dele.
Infelizmente, para preservar a relação dela com aquela criança, eu não preservei minha filha. E como foi duro perceber isso!
E diante daquela situação, eu precisava me recompor como mãe (eu me sentia O lixo, culpada, a pior mãe do mundo) pois eu tinha que ensinar à minha filha sobre amor próprio, sobre respeito aos outros.
Depois, mais tarde, eu também entendi a gravidade da situação por ela ser, além de criança, uma menina que se tornará uma mulher. Está entendendo onde quero chegar?
As pessoas que sabiam desse problema por diversas vezes me falaram que eu não devia mais deixá-la andar com essa criança. Mas eu inocentemente achei que chamando a atenção dele resolveria o problema. Mas não resolveu. Falei à ela que ela poderia bater nele para se defender. E não resolveu. E minha filha continuou apanhando até um dia em que houve uma briga mais séria, e desta vez envolvendo os adultos, e eu resolvi dar ouvido aos outros, inclusive ao meu marido, e não a deixei mais brincar com ele.
E quer ouvir algo engraçado nessa história toda (se é que isso é possível)? Eu percebi, da pior forma possível, que a outra mãe estava certa. Não pela postura que ela tomava diante desse problema da violência e agressividade de seu filho. Mas ela estava certa porque, como mãe, ela estava defendendo e preservando seu filho. Coisa que eu não fiz na época com MINHA filha.
Isso me machucou muito e machuca ainda. É claro que a minha postura hoje é outra. É claro também que vou continuar a não fazer vistas grossas diante dos erros da Isabela e do Davi. Como disse, a responsabilidade da educação é minha e de meu marido. E eu os educo porque os amo!
Mas o fato é que aprendi com os erros do passado a encarar e agir da forma correta.
Bem, esse curso vai até junho... Até lá acho que vou chorar muito. E desabafar muito também!
E obrigada pelo ombro!
Carol.
Mas no decorrer da conversa, começamos a falar sobre os momentos em que devemos sim, como pais, interferir.
E foi aqui que a coisa pegou para o meu lado. Imediatamente lembrei de algumas situações que vivenciamos aqui em casa, e uma em especial me abalou. E muito. Foi difícil segurar a vontade de chorar. Passei o resto da noite com um nó enorme na garganta.
Lembrei de um dia em que a Isa estava aqui em casa com uma criança que ela convivia diariamente (acho melhor não detalhar para não expor) e fui até a cozinha para pegar suco para os dois. Quando voltei, entreguei para cada um deles um copo e me sentei junto para assistir um desenho. De repente, o menino levantou e quis tomar o copo da Isa. Diante da recusa dela, ele deu um soco na cara dela. Não satisfeito, ele a derrubou e deu um chute.
Isso tudo na minha frente! Claro que eu agi. Peguei-a no colo e virei para ele e disse que não devia fazer aquilo, que era errado bater nos outros e falei para ele pedir perdão. Nesse momento, chega a mãe dele e pergunta o que aconteceu. Contei para ela o que ele tinha feito e por que.
Então a mãe vira para ele e diz: meu amor, vamos para casa. E leva o filho pelas mãos.
Vendo a criança ir embora, Isa vira para mim chorando e diz: “não mamãe, não quero que ele vá embora. Deixa ele ficar! Eu prometo que nunca mais vou chorar quando ele me bater!”
É difícil escrever sobre isso. Mas ouvir da boca da sua filha de 2 anos que ela preferia apanhar de alguém (nesse caso alguém que ela amava muito), e sofrer quieta a ficar sem brincar com ele, me matou!
Na hora eu percebi que aquela atitude dela não era devido a uma situação pontual, afinal ela apanhava dele desde os 8 meses. (e quando lembro disso tenho vontade de ME esganar). Mas o fato é que, mesmo eu chamando a atenção da criança sempre que ela fazia isso, eu permiti que minha filha passasse por isso repetidamente. Sem perceber, EU permiti. E naquele momento, com apenas 2 anos, ela aceitava aquela violência. E o pior, ela estava achando que estava sendo punida por chorar quando apanhava dele.
Infelizmente, para preservar a relação dela com aquela criança, eu não preservei minha filha. E como foi duro perceber isso!
E diante daquela situação, eu precisava me recompor como mãe (eu me sentia O lixo, culpada, a pior mãe do mundo) pois eu tinha que ensinar à minha filha sobre amor próprio, sobre respeito aos outros.
Depois, mais tarde, eu também entendi a gravidade da situação por ela ser, além de criança, uma menina que se tornará uma mulher. Está entendendo onde quero chegar?
As pessoas que sabiam desse problema por diversas vezes me falaram que eu não devia mais deixá-la andar com essa criança. Mas eu inocentemente achei que chamando a atenção dele resolveria o problema. Mas não resolveu. Falei à ela que ela poderia bater nele para se defender. E não resolveu. E minha filha continuou apanhando até um dia em que houve uma briga mais séria, e desta vez envolvendo os adultos, e eu resolvi dar ouvido aos outros, inclusive ao meu marido, e não a deixei mais brincar com ele.
E quer ouvir algo engraçado nessa história toda (se é que isso é possível)? Eu percebi, da pior forma possível, que a outra mãe estava certa. Não pela postura que ela tomava diante desse problema da violência e agressividade de seu filho. Mas ela estava certa porque, como mãe, ela estava defendendo e preservando seu filho. Coisa que eu não fiz na época com MINHA filha.
Isso me machucou muito e machuca ainda. É claro que a minha postura hoje é outra. É claro também que vou continuar a não fazer vistas grossas diante dos erros da Isabela e do Davi. Como disse, a responsabilidade da educação é minha e de meu marido. E eu os educo porque os amo!
Mas o fato é que aprendi com os erros do passado a encarar e agir da forma correta.
Bem, esse curso vai até junho... Até lá acho que vou chorar muito. E desabafar muito também!
E obrigada pelo ombro!
Carol.
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Repertório Familiar (ou vergonha coletiva?)
Tem dia que você não acorda bem, parece que tudo conspira contra você (principalmente teu filho de 1 ano). Sabe aquele dia em que até dor de dente resolve dar as caras? Pois foi exatamente assim que me senti hoje.
Mas então, depois do dever cumprido almoço, louça lavada e pimpolho dormindo, fui dar uma volta nos blogs dazamiga, e me deparo com esse texto aqui. Até esqueci da dor de dente de tanto rir!!! Impressionante como tem gente que faz um bem danado pra gente e nem sabe, né não?
E eis que surge uma proposta que já estou aderindo: revelar, sem dó nem piedade, as loucuras e repertórios familiares (e que me perdoem os envolvidos...)
Porque, vamos combinar, de médico e louco todo mundo tem um pouco! E se tratando de família, meus amigos, ninguém escapa...
Já contei pra vocês aqui sobre um cardápio muito peculiar da minha família. Agora vou revelar algumas pérolas do nosso dicionário familiar:
- Aqui em casa, não se faz aniversário. O que se comemora é averesário. E foi tão bem aceito, que nossos amigos falam assim também (tá vendo como a loucura contagia?).
- Meu marido só dorme com dente de durmir (nome dado pela Isa para o...como se chama mesmo aquele negócio que se usa contra bruxismo?)
- Isabela é a única criança que conheço que não gosta de pitia (ou pizza para os menos entendidos).
- Davi por meses se chamou Gavi.
- Minha filha deve detestar um tal de Paulo (apesar de achá-lo um gato), porque é todo dia : atirei o Paulo gato, mas o gato-to, não morreu-reu-reu... (O engraçado é que o admirou-se-se ela fala direitinho...)
- Chumiga (ao invés de formiga). Tem até um bichinho de pelúcia com esse nome...
- Ai sigo lei, ai sigo lei... co co rex (versão Isabela 2.0 para a música All the single ladies da Beyoncé. Co co rex nada mais é que put your hands up).
- Dinossauro Rex trata-se de uma nova espécie do referido bicho.
- Alais. Aliás, essa é muito usada aqui em casa por todos... não dá para evitar!
- Meu sobrinho adora doléfi. Quem manda o pai perguntar: qué dolé filho? Virou doléfi por aqui.
- Meu irmão chamava criado mudo de servo mudo.
- Conheço uma que cantava: "no escurinho do cinema, comendo drops caninos" (hã?)
E então, lembrou de alguma?
Me conta, vai. Não me deixa passar vergonha sozinha...
;)
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40 lições que eu também gostaria que meu filho aprendesse
Engraçado perceber que tem conselhos que, como mulher, eu nunca daria ao Davi. Não por não serem importantes (achei todos válidos), mas porque trata-se do ponto de vista de um homem.
Abaixo seguem algumas delas:
1. Tempo passado com seus avós nunca é desperdício.
2. Sempre que apertar a mão de alguém, segure firme e olhe nos olhos.
3. Você é o que você faz, não o que você fala.
4. Não grelhe a carne. Toda a parte suculenta dela evapora (eu nem imaginava isso)
5. Talentos sempre podem ser aprendidos. Aprenda a cantar.
6. Meninas gostam de meninos que tomam banho. (com certeza!)
7. Se você não tiver outra escolha senão brigar, bata primeiro e bata forte. (tá vendo como é importante um bom conselho masculino?)
8. Elogie a comida da sua mãe.
9. Sempre que achar que você é uma pessoa de muita influência, tente fazer o cão de outra pessoa te acompanhar. (muito prático!)
10. Não gaste muito dinheiro com cortes de cabelo. Eles crescem rápido.
11. Não se exiba. Impressione.
12. Saiba escutar. Não fique apenas esperando sua vez de falar.
13. Sempre abasteça o churrasqueiro com cerveja gelada. (nem imaginava a importância disso)
14. Sempre se lembre de agradecer aos anfitriões.
15. Se você não sabe o significado de uma palavra, pergunte, antes que seja tarde demais.
16. Não fique secando as meninas na praia descaradamente. Óculos de sol servem para esses momentos. (ótimo conselho!)
17. Ande descalço. Faz bem prós seus pés.
18. Depois de escrever um e-mail com raiva, leia-o cuidadosamente. Em seguida, excluí-lo.
19. Não pose com bebida.
20. Nunca, em circunstância alguma, pergunte a uma mulher se ela está grávida. (anota essa filho)
21. Experimente a serenidade de viajar sozinho.
22. Não olhe diretamente nos olhos de um cão.
23. Seja especialista em alguma coisa. Em qualquer coisa.
24. Sempre escolha a poltrona da janela e aproveite a vista.
25. Nunca publique na internet uma foto que você não gostaria que sua mãe ou seu chefe visse.
26. Duas vezes por ano, pare por um dia e anote suas metas.
27. Não estrague a foto da família. Sorria.
28. Se você cruzar com um professor fora da escola, finja que não o viu e o deixe em paz.
29. Se defenda dos bullyings. Você só terá que fazer isso uma vez. (outra que nunca pensei em falar)
30. Se a professora esquecer de passar lição de casa, fique quieto na sua.
31. Nunca recuse um convite de falar em público.
32. Se você é bom em algo, não faça de graça.
33. Nunca subestime sua fertilidade. (bem coisa de homem!)
34. Ande no primeiro carrinho da montanha-russa.
35. A melhor forma de agradecer por uma roupa é vestindo-a. Mesmo que seja pela primeira e última vez.
36. Não fale para alguém que ele está vermelho. Ele sabe disso.
37. Se alguém te emprestou o carro, o devolva com o tanque cheio. (boa!)
38. Leve-a para Paris. (ah, esse conselho eu daria)
39. Se você se sentir tentado a sentar na calçada, é melhor que tenha um bom motivo para isso.
40. Se algum artista de rua te fez parar para olhar, você lhe deve uma moeda.
Gostaria que ele também fizesse uma lista com conselhos para sua filha que ainda nem nasceu. Acho que seria engraçado...
;)
***Imagem estava em meus arquivos e não lembro de que site baixei. Se alguém souber, me avise para que eu dê os devidos créditos.
***Imagem estava em meus arquivos e não lembro de que site baixei. Se alguém souber, me avise para que eu dê os devidos créditos.
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Mãe não conversa. Filosofa.
Maternidade é uma coisa interessante...
Tudo, absolutamente tudo, adquire outra proporção. Parece que passamos a ver as coisas com uma lente de aumento. Uma simples conversa, uma cena, uma reportagem, qualquer coisa, te faz filosofar. Porque mãe é ser filosófico...
Já até falei disso aqui .
Esses dias eu estava com o João na cozinha e ele me chamou a atenção para escutar o papo entre a Isa e o Davi.
A cena foi linda: ela estava com ele no colo e dizia pra assim: " Davi, o dia que você nasceu foi o dia mais feliz da minha vida!"
Ouvir declaração de amor de filho é delicioso, mas ouvir declaração de amor entre irmãos não tem preço! Aquilo foi o mesmo que ouvir que a gente está no caminho certo, sabe? Fez bem pra gente como casal. E fez bem para mim como mãe.
Ver aquela cena linda me fez lembrar dos receios que tive e perceber que vencemos essa etapa... Pelo menos por enquanto.
Como qualquer mãe, uma das minhas maiores preocupações quando fiquei grávida do Davi era como seria a reação da Isa quando o irmão chegasse. Você passa a gravidez todinha preparando a filha mais velha mas sabe que no final tudo aquilo que você planejou pode ir por água abaixo. No final mesmo, vai depender de como tua filha encara as coisas, de como ela está se sentindo com aquela novidade toda.
É claro que o papel dos pais é importante e por isso li muito sobre o assunto e conversei com pessoas que passaram por isso. Minha mãe foi essencial nesse processo todo. Ela me ajudou muito com sua experiência.
A Isa recebeu muito bem o Davi. Desde a maternidade, ela foi muito carinhosa com ele. Sempre teve uma postura de irmã mais velha mesmo, de proteção. A única mudança é que ela não queria ficar sozinha, então sempre que ia colocar ele para dormir, ela ia junto. Ah, notei também que ficou mais manhosa. Depois isso parou.
E então, como disse, vencemos essa etapa. Agora vamos para outra, bem mais difícil e que não tem fim.
Passado o tempo das novidades, vem a realidade da construção de um relacionamento saudável entre os irmãos. E eu entendi que é a minha atitude como mãe diante do dia-a-dia e dos perrengues que vai fortalecer ou enfraquecer esse laço. Porque mãe também pode ser pedra de tropeço para os filhos.
Eu realmente entendi quando o autor dizia em seu livro que a mulher é responsável pela nutrição emocional da casa. Percebeu a responsabilidade?
Entendi também que minha interferência deve ser justa. Escrever isso soa até estranho, já que é obvio. Mas exercer justiça não é fácil, e com certeza vou falhar. Mas como disse, é a minha atitude diante desse processo todo que vai formar duas pessoas adultas emocionalmente nutridas ou não.
Quero que Isabela e Davi sejam amigos por toda a vida deles. Por isso quero que eles tenham a segurança de ter uma mãe que os ama e os trata de forma igual.
Entendeu agora porque mãe não conversa, filosofa?
:)
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A festa da Isa e do Davi
E então, depois de quase dois meses vou mostrar pra vocês como foi a festinha dos meus pequenos.
E eu consegui cumprir com a promessa feita neste post aqui. Uma semana antes estava tudo pronto. Faltava somente aquelas coisas que não tem jeito de fazer antes, tipo buscar o bolo.
E foi exatamente o tal do bolo que quase me fez enfartar no dia!
Eu deveria suspeitar: ah, tudo certinho... não pode! Se concentra que alguma coisa vai dar errada!!!
Marcamos o horário para às 15:00, por isso pedi para maridon buscar o bolo e estar no máximo ao meio dia em casa. Como não tinha ninguém para ficar com as crianças, tinha que esperar ele chegar para ir arrumar a decoração.
Imaginem o minha situação quando ele chegou em casa, às 14:00!!!
Tinha combinado com minha mãe, meu pai e minha irmã para eles chegarem antes e me darem uma mãozinha, mas depois desse atraso todo, eles me deram foi o corpo todo. E Deus também me mandou a Kellen, amiga-irmã (foi ela quem fez os desenhos das tags e do convite), que resolveu ir antes e entrou na dança, ou melhor, correria também.
A idéia era tirar fotos dos preparativos da festa. Claro que não deu...
Mas no final deu tudo certo! Fez um dia lindo e as crianças aproveitaram bastante.
Mesmo a decoração ter sido feita na correria total, ficou bem legal. E foi tudo feito com muito amor e muitas mãos. Fora o bolo o os salgadinhos, foi tudo feito por minha mãe, minha irmã e por mim.
Foi uma tarde deliciosa...
:)
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Põe a Mão na Massa (DIY)
Tentando ensinar algo mais importante que Papai Noel e presentes
E então, foi-se o Natal...
Aqui em casa ele é sempre muito celebrado. Afinal, é o nascimento do maior presente que nos foi dado: JESUS!!!
Mas esse ano ele foi um pouco diferente por aqui.
Com uma criança com 4 anos recém completos e sendo incansavelmente bombardeada por incentivos consumistas (peça para o Papai Noel isso, e aquilo, e aquilo outro...) tive que achar um jeito realmente prático para que tudo não girasse somente em torno dos presentes.
Claro que a troca de presentes é algo gostoso e também uma oportunidade de presentear quem a gente ama. Claro que isso faz parte do Natal.
Mas você já reparou que todo aquele sentimento de gratidão, solidariedade, compaixão, amor ao próximo... parece que vai embora para o lixo-que-não-é-lixo, junto com os pacotes e caixas de presentes?
E era justamente isso que eu não queria que acontecesse por aqui.
Então, uma noite vagando por alguns blogs maravilhosos me deparei com uma idéia que originalmente foi feita para o Dia de Ações de Graça. Decidi então que também iríamos fazer nossa árvore de agradecimento à Jesus. Queríamos agradecer por seu nascimento e por tudo o que Ele nos deu.
Eu já tinha montado a árvore ( ou melhor, um galho seco que catei na escolinha da Isa) e expliquei para Bela e Davi (já tô treinando o menino) que aquela era a nossa Árvore de Agradecimento e que no dia do aniversário de Jesus nós iríamos dá-la de presente à Ele.
A Isa ficou contando os dias...
Na manhã de Natal, eu e Bela fizemos um bolo de baunilia com gostas de chocolate (segundo ela, Jesus ama chocolate).
E na tarde do dia 25, cantamos parabéns para Ele, comemos o bolo e agradecemos :)
Embaixo da árvore deixei umas tags em branco para sempre que a gente lembrar de alguma coisa para agradecer, colocar na nossa árvore.
E no final, deu certo! Ela entendeu o que o Natal realmente representa.
Pelo menos até o próximo Natal... E se precisar, invento mais alguma coisa!
;)
E no final, deu certo! Ela entendeu o que o Natal realmente representa.
Pelo menos até o próximo Natal... E se precisar, invento mais alguma coisa!
;)
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Põe a Mão na Massa (DIY)
E mãe lá tira férias???
Estou pra escrever esse post já fazem duas semanas. Mas cadê tempo???
As coisas ficam naturalmente corridas no final do ano e com uma criança de 4 anos em férias então?!? A gente tem que ter muuuuita imaginação pra dar conta, né não colega?
Porque já pintamos de um tudo: papel, tela, mãos, pés, a cara do irmão mais novo (que ADOROU a brincadeira, claro!). Já cantamos e dançamos todos os dvd's de músicas. Já vimos filminhos e desenhos. Já fizemos bolos de todos os tipos e cores, já nos vestimos de princesas, já nos maquiamos e pintamos as unhas.
Também já assistimos as estréias infantis no cinema.
Já... já... já.
Claro que sempre tem coisa pra gente fazer. Mas tem hora que realmente faltam idéias. E olha que as férias estão só começando!!!
E como viagem só vai acontecer em março (se acontecer), tenho muito o que inventar até lá...
E se você se encontra no mesmo barco que eu, segue algumas idéias bem criativas para se fazer com os filhos em casa mesmo:
Fáceis de fazer, né não?!
Imagens e idéias daqui e daqui.
Aliás, vale a pena adicionar esses dois links em seus favoritos. Tem tantas idéias, e tudo com passo-a-passo. Corre lá pra ver!
Aliás, vale a pena adicionar esses dois links em seus favoritos. Tem tantas idéias, e tudo com passo-a-passo. Corre lá pra ver!
E então mamãe-que-não-tira-férias, ajudei?
: )
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Desejos de mãe
Quando a Isa estava com alguns meses, vi uma reportagem mostrando o ataque que um rapaz em SP sofreu de um grupo quando ele estava na frente de uma danceteria. Não sei se vocês lembram.
As cenas que seguiram eram horríveis. O que se via era um grupo de monstros espancando aquele rapaz.
Mas o que mais me chamou atenção foram as outras pessoas que apareceram no vídeo. Tinham várias pessoas passando pela rua, além do segurança da danceteria. Todas elas viram, acompanharam aquilo, mas nenhuma delas ajudou aquele rapaz.
Aquilo mexeu muito comigo a ponto de me fazer chorar. Chorei muito. Chorei de tristeza.
Não conseguia entender a falta de ação das pessoas diante daquela cena. A covardia de quem batia e a covardia dos que se calaram sentenciaram aquele rapaz a uma vida de vegetal. Estado esse que ele se encontra até hoje.
Os que bateram foram identificados pelas câmeras de vídeo e presos. Realmente não sei se continuam presos até hoje. Espero que sim. Os que se calaram também tiveram seus rostos filmados. E é só.
Depois que acabou a reportagem subi para dar de mamar à Isa. Peguei ela no colo e chorei novamente. E enquanto chorava, comecei a pensar em todos os sonhos e desejos que eu tinha para a vida longa e saudável dela.
Claro que como mãe já tinha desejado muitas coisas boas para ela, mesmo antes dela nascer. Mas aquele fato trágico me fez desejar, mais do que nunca, que minha filha fizesse diferença nesse mundo. Que fizesse diferença na vida das pessoas, não importa a realidade ou situação em que elas se encontrem.
Hoje, quase quatro anos depois e mais um filho, é natural que minha lista tenha crescido...
Eu realmente desejo que Isabela e Davi façam diferença por onde quer que passem.
Desejo que sejam pessoas legais, gentis e educadas.
Desejo que sejam pessoas legais, gentis e educadas.
Desejo que respeitem os mais velhos e que aprendam com eles.
Desejo que construam uma família e que dê valor à ela. Que sejam pais amáveis e dedicados e que seus filhos sejam como flechas, assim como diz o salmista em Sl 127: 3-5
Desejo que tenham um marido e uma esposa que os ama, os respeita e os admira.
Desejo que saibam priorizar o que realmente deve ter priotidade, e que não percam tempo nem tão pouco saúde atrás de coisas fúteis.
Desejo que saibam reconhecer suas falhas e principalmente aprender com elas.
Desejo que vejam a vida com leveza, mas que a vivam de forma intensa!
Desejo que sejam sensíveis e que saibam demonstrar e lidar com seus sentimentos.
Desejo que tenham bom humor! Sempre!
Desejo que se tornem profissionais e executem suas tarefas com excelência. Aliás, que a excelência seja uma busca em qualquer coisa que queiram fazer.
Desejo que saibam lutar pelos seus sonhos.
Desejo que saibam dizer não quando for preciso.
Desejo que respeitem as diferenças e escolhas dos outros.
Desejo que sejam inteligentes. Psíquica e emocionalmente (principalmente).
Desejo que saibam lidar com o dinheiro. Que entendam quem é o dono de quem!
Desejo que tenham bons amigos e fiéis.
Desejo que amem e respeitem a natureza.
Desejo que se amem, que se conheçam e conheçam seus dons.
Desejo que sejam pessoas corajosas, intrépidas e que a humildade faça parte do seu dia-a-dia.
Desejo que amem os outros. Que aprendam que o perdão e a compaixão devem ser praticados diariamente.
Desejo que saibam que podem contar com a mamãe e com o papai sempre!
Mas acima de tudo isso, que entendam o amor de Deus e conheçam Seus sonhos para a vida deles. E que não aceitem nada menos que isso: a vontade de Deus sobre suas vidas!
Será que é pedir muito?!?!
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Alô mamãe
Tudo, absolutamente tudo, que Davi pega na mão ele coloca no ouvido para brincar de telefone. Hoje foi o dia do controle da tv. Mas já tivemos chinelo, carrinho, bisnaguinha (aquele pãozinho) como aparelhos telefônicos por aqui.
Posso ser suspeita, mas vamos combinar: é muito fofo meu menininho, né não?
:)
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Uma festa para irmãos
É uma promessa: dessa vez não vou deixar as coisas para última hora (tá Kellen!).
Ano passado eu quase pirei com os preparativos da festinha de 3 anos da Isa. É que no meu caso, não basta planejar, gosto de fazer as coisas eu mesma. E na época tinha um agravante: um bebê RN.
Bom, eu faço, mas também envolvo um monte de gente. E esse ano não vei ser diferente (se preparem mamãe, Juju e Kellen...rsrsrs)!
Como são somente 4 dias de diferença, vamos fazer uma festinha só pra Bela e para o Davi. Conversamos bastante com a Bela sobre fazer uma festinha para os dois, já que até hoje as festinhas foram exclusivas para ela. E acreditem, ela adorou a idéia de ter uma festa com o irmão (ufa... o bolso agradece!)
Bom, o tema escolhido foi fazenda. A Isa adora bichos, cavalos em especial. E esse tema cai como uma luva para a festinha ao ar livre que estou planejando.
E minha cabeça tá começando a borbulhar...estou pensando em doce de leite, tecidos xadrez (vermelho e azul), frutas, caixotes de madeira, pipoca, latas de leite, flores do campo...
A noite vai ser longa com tanta coisa nessa web para me inspirar!!!
Bjs!
Das coisas que NÃO contamos às mães de primeira viagem
Já faz um tempinho, li um post engraçadíssimo lá no Piscar de Olhos, sobre as mentiras que contamos às mães de primeira viagem. E olha que não são poucas...
Mas a bem da verdade é que essa mentiras também são importantes. Afinal, difícil achar quem queira ouvir a realidade nuaecrua do tipo:
- Não se preocupe com o parto, querida!. É valsinha perto do heavy metal/punk/hardcore que é a amamentação;
- No começo o bebê vai chorar e vc não vai ter idéia do que seja. É capaz de ralar o peito de tanto dar de mamar à um bebê que não está com fome, e sim, encocozado;
- Você vai ter vontade de chorar a cada choro do bebê;
- Essa também que, você que é mãe, deve estar lembrando agora.
Mas eu, curiosa que sou, ficava cutucando minhas amigas já experientes no papel de mamães para saber dos detalhes mais sórdidos (ui!). E me preparei para eles. Mas qual não foi a minha surpresa quando, mesmo já tendo ouvido bastante coisa, me deparei fazendo/passando/sofrendo/chorando por tudo aquilo (e muito mais)?!
O fato é que maternidade não se ensina, se vive! Não se aprende, apanha! Não é teoria, é prática!
Mas ela tem seu lado maravilhoso! E acredito que seja a mistura do light com o heavy que a torna algo único nessa vida! Afinal, onde mais você vive emoções tão conflitantes DI-A-RI-A- MEN-TE?
E além das verdades que citei acima, e esse é o motivo desse post, existe uma realidade presente em pelo menos entre 50% a 80% das mães na primeira semana após o nascimento do bebê. Cerca de 15% das mulheres no mundo desenvolvem a forma mais severa.
Estou falando da depressão pós-parto.
Meu objetivo não é, de forma nenhuma, esclarecer o que vem a ser, qual tratamento. Para isso existem os médicos. Meu objetivo é desmistificar a idéia de que isso só acontece com as outras. Tirar a idéia de que, se você passa por isso, você não é uma boa mãe, pois foi exatamente isso que eu senti.
Logo após o nascimento da Isabela, minha primeira filha, eu sentia uma sensação de tristeza, de impotência, sempre no início da noite. Acho que, na correria do dia-a-dia com um bebê RN, não notava esses sentimentos. Só percebia quando o ritmo diminuía, quando meu marido chegava e me ajudava. E Graças a Deus pelo João!!!
A depressão que tive se enquadra nos 50% a 80% que descrevi acima. Tratava-se de uma melancolia relacionada a perda do controle que tinha sobre meus horários, meu sono, meus peitos...
Claro que eu sabia que existia a questão hormonal, e patati e patatá...
Mas a verdade é que quando eu me deparei com esses novos sentimentos eu "surtei de leve", vamos assim dizer. Eu questionava porque não estava vendo o mundo cor-de-rosa que todo mundo falava. Entenda, eu amei minha filha desde antes de conhecê-la, mas quando me deparei com um serzinho que usava o choro para se comunicar, ficou difícil achar que não era pessoal:
- Será que sou boa mãe?
- Será que estou fazendo a coisa certa?
- Deveria ter feito enfermagem, não Administração!
Em meu mundo cor-de-rosa imaginário, o amor pela minha filha iria resolver cada conflito, responder cada dúvida. Era como se ele fosse a solução de tudo. Mas o amor é o meio, é o modo. A experiência é a solução. E ela só vem com o tempo. Mas a boa notícia é que ela, assim como o amor, crescem a cada dia!
Com meu segundo filho eu achei que seria tranquilo porque já tinha conhecimento dos sentimentos que vêem junto com a chegada de um bebê. Mas como já disse, maternidade não se ensina, se vive! Não se aprende, apanha! Não é teoria, é prática! Independente de quantos filhos tenha.
O fato é que com o nascimento do Davi senti as mesmas coisas. E até aí, tudo bem.
Mas quando ele estava com 1 mês e meio e eu estava mergulhada na rotina de criação de dois filhos, aconteceu uma briga envolvendo família. E isso mexeu tanto comigo a ponto de fazer meu leite secar por três dias. Quem me conhece sabe que é realmente difícil algo me "pegar".Mas porque agora foi diferente? Foi então que percebi, e tive que aceitar, que estava sim com depressão pós-parto, mesmo já tendo se passado um mês. Se eu perdi meu prumo, é porque algo não estava bem e essa situação só desencadeou o processo. Foi isso que meu obstetra explicou.
Foi importante eu mesma desmistificar a depressão para lutar contra ela. Meu médico ajudou muito. Mas falar sobre ela me ajudou a colocá-la no lugar, estabelecer quem manda em quem.
Acredito que a depressão pós-parto deva ser discutida e esclarecida de forma transparente e honesta. Não só pelos médicos, mas por nós também, mães, irmãs, amigas e pais, por que não. Aliás, um dado importante para os papais: é comum que pais também tenham sintomas de depressão em 25,5% dos casos. A depressão masculina tem origem nos sentimentos de exclusão diante da día-a-dia da mãe com o bebê.
E como nessa blogosfera materna agente encontra muita coisa boa, quero deixar aqui uma dica ótima para as amigas, mães, irmãs, tias, primas de plantão que encontrei no Blog Buteco Feminino: dêem de presente para uma mamãe de bebê duas horinhas de sono!
Porque dormir faz bem!
Dá uma passadinha lá pra ler o post na íntegra.
Espero ter ajudado.
Beijos!
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Davi
Meu menininho completou 9 meses! E como passou rápido!!!
A 9 meses atrás eu estava indo para a maternidade, feliz da vida porque Deus ouviu minha oração.
No domingo eu tinha ido pra maternidade com filha, mala e cuia porque estava com contrações, mas o médico me examinou e falou que podia ir pra casa tranquila (como se isso fosse possível) pois o bebê estava bem alto e pelo jeito poderia demorar mais uma semana. Meu obstetra já tinha me falado que Davi teria que nascer até quarta senão faríamos a cesária e isso eu realmente não queria. Só em último caso.
E esse foi o motivo da minha oração naquela madrugada de segunda. Oração esta que deveria ter sido mais específica. Lembrei disso na sala de parto...
Quem, em sã consciência, pede a Deus um parto normal, sem indução, e esquece de pedir também que dê tempo de aplicar a analgesia?!?!
O parto da Isa foi demorado (foram 9 horas) mas foi M A R A V I L H O S O. Eu nunca senti saudade do período de gravidez porque passei muito mal, mas sentia saudades do parto. Sempre me emociono quando lembro dele. Acredite.
Por isso que fiquei feliz quando literalmente escutei minha bolsa estourar. Obaaaa!!! Obrigada Deus!!! Amor, acorda, a bolsa estourou.
Eram 7:30 na manhã. Estava tranquila porque já tinha passado por isso e não deveria ser muito diferente da primeira vez.
Mas Deus é extremamente criativo! Se meu primeiro parto foi inesquecível porque foi especial, este Ele queria que fosse especialmente engraçado. Por que não?
Ou você não acharia engraçado ver uma mulher vestida com uma camisola horrorosa dando quatrossentas voltas em volta da mesa de parto e agachando a cada contração???
Não acharia engraçado também ouvir aquela mãezinha mandar educadamente todo mundo sair da sala de parto porque ela acha que vai fazer cocô???
Imagine a cena:
Mãezinha para enfermeira: vc, por favor, poderia me levar ao banheiro?
Enfermeira: mãezinha, não é banheiro que vc quer, é o bebê que está nascendo!
Mãezinha: e como vou ter certeza disso? Por favor, me dê alcool, pano, algodão e SAIA.
E não é que ela obedeceu? Mas também eu devia estar com cara de louca! Minha oração nessa altura do campeonato era " Deus, me ajude a não xingar ninguém!"
E tudo isso porque meu obstetra não tinha chegado ainda e a médica de plantão estava em outro parto. Por isso eles não puderam aplicar a analgesia. Foi essa a explicação que as duas médicas anestesistas me deram depois que eu supliquei à elas por alguma droga!
Aliás, devo abrir aqui um parênteses sobre as enfermeiras. Uma amiga tinha me dito que não era pra gritar de jeito nenhum, se não as enfermeiras te tratam mal (olha só). Bem, na dúvida, não gritei. Mas o fato é que as enfermeiras que estavam me acompanhando foram uns anjos comigo. Não sei o que seria de mim sem elas ali.
Deve ter corrido o boato que tinha uma coitadinha de uma mãezinha que estava parindo seu bebê sem obstetra e analgesia porque uma hora olhei e tinham 8 (!!!) mulheres solidárias e piedosas na minha sala de parto. Enquanto uma alisava meu cabelo, outra me animava, outra dizia que eu não estava sozinha, outra secava o suor do meu rosto... Pareciam aqueles técnicos de boxe, uma loucura!
E eu só falava pra chamar meu marido porque Davi estava nascendo e eu queria ele comigo.
Não estava nem um pouco preocupada com o fato do meu médico não estar ali. Afinal, com tanta gente naquela sala, alguém haveria de fazer meu parto, se é que isso seria preciso, já que eu e meu filhote estávamos indo muito bem.
Eu literalmente segurava a cabecinha do Davi pra ele esperar mais um pouquinho (como se isso fosse possível!)
E ele nasceu no momento em que entraram pela porta meu marido, meu obstetra e o pediatra dele.
Nasceu lindo e saudável o meu menininho!!!
Já a mãe... bem, veja as fotos e compare:
Esse post é para registrar esse momento importante (e hilariante) mas também para dizer pra você, meu bebê, que valeu a pena cada segundo! Sou grata a Deus por Ele nos ter escolhido para ser sua família. Você é um presente na vida da mamãe, do papai e da Isa.
Amamos muito você!!!
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